A minerarão é vista pela sociedade como uma atividade de elevado impacto ambiental e que deve ser evitada em função do elevado risco e dos baixos benefícios que gera para a população local.

Esta percepção era fruto da atuação de empresas que não atuam de forma responsável e alinhada às melhores práticas do setor; no entanto, após o acidente da barragem em Mariana, isto se agravou e a imagem ficou ainda mais negativa.

Esta situação é muito prejudicial para ao Brasil, pois as restrições à mineração contribuem para a perda de competitividade do setor, dificultando o aproveitamento do seu potencial mineral, e agravando os riscos associados às minerações abandonadas. Quem mais se beneficia com esta situação são países que utilizaram a mineração como alavanca de desenvolvimento sustentável, tais como, Austrália e Canadá.

O NAP.Mineração/USP vem atuando desde de 2015 no sentido de desenvolver o conceito que a mineração pode ser uma atividade sustentável, tendo como premissas dois princípios básicos:

1. A área afetada pela mineração não precisa ser degradada, ela pode ser melhorada;
2. A mineração não necessita ser uma atividade puramente extrativista, ela pode estar integrada a comunidade contribuindo para o desenvolvimento regional de forma sustentável.

Esta abordagem é inovadora e busca contribuir para a obtenção da licença social, reduzindo as resistências e os prazos de implantação, melhorando a competitividade dos empreendimentos e fomentando o desenvolvimento regional de forma integrada com a mineração.
Devido ao caráter inovador, os projetos alinhados com esta nova abordagem, podem ser beneficiados por uma série de incentivos que buscam fomentar a inovação, permitindo investir mais com menores custos.